e eu estou num momento extremamente Greta Garbo. preciso de uma dose.. não, não.. duas doses de adrenalina, acompanhadas de uma porção de friozinho na barriga. o que acontece é que nada nesse mundinho tem me instigado mais do que meus próprios pensamentos. e é horrível quando nossos anseios parecem impraticáveis; quando os desejos são profundos, mas de alguma forma se sente que não é agora nem aqui. sou o próprio paradoxo de intensidade e indiferença.
eu nunca quis tanto quanto hoje que o amanhã - e o depois, e o depois, e o depois... e o depois - chegue de uma vez.
A Coragem de Sentir é o que Nos Mantém Vivos
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Texto de Isabela Siqueira para o episódio #56 do Páginas Abertas - Empatia,
Bondade Amorosa & Aprendizado Transpessoal
Como nos relacionamos com a nos...
Há uma semana
20 comentários:
Já me admirei de sentir tudo isso, hoje em dia é normal, já faz parte de mim. Talvez você precise apenas se acostumar com a idéia.
jamais!
que seja sempre instigante.
Então continue na busca, eu ainda tenho um pouquinho de esperança e também vivo procurando algo, apesar de ter incorporado essa indiferença.
"Quando vem a madrugada meu pensamento vagueia..."
A dor, vem à deriva de qualquer sofrimento, amor, ou novidade.
E o que você sente, não é a falta do sentimento... é a falta da dor.
Algo que te faça sentir viva, como sexo no estacionamento do shopping, ou uma confusão insolúvel.
A vida as vezes é grisalha, chata, parada e sem dor.
E isso é triste =/
"sou o próprio paradoxo de intensidade e indiferença". perfeito!
"Meu primeiro desejo foi pedir-lhe que me desse todos os seus meses até julho, que eu os viveria com fervor, mesmo que estivesse trancada numa cela. O meu segundo impulso foi pedir-lhe que não matasse o tempo para que o futuro chegasse logo. Vivesse o tempo que o futuro deixaria de existir para transformar-se num presente eterno. Que julho, janeiro ou dezembro não tem a menor diferença já que todos não permanecemos. Depois, quis amarrá-la numa bicicleta ergométrica para que pedalasse muito até ficar exausta e ao olhar o cronômetro percebesse o invariável ritmo do tempo. Que passa. O coração da ergométrica. Vivo. Avançando para a frente ao mesmo tempo que perdendo para trás. Sem retorno. One way. Talvez viver seja mesmo descartável, já que não conseguiremos nunca guardar a embalagem (...)" - Bianca Ramoneda.
Ah, eu também estou ! Quase num contentamento da solidão... e isso é muito ruim né.
"nhac" e "sairam mordidos"... quer que seus ouvidos ouçam apenas exatamente o que quer ouvir não é mesmo? acha que o mundo gira em volta de sua boceta. parabens...
uau... que alto poder de dedução.
Oi, Camila!
Quanta fome de vida! Lindo isso. Que ela lhe traga alimento abundante. Abraço!
Convido-te para ler algo em http://jefhcardoso.blogspot.com
“Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso” (Jefhcardoso)
acho no mínimo engraçado alguém escrevendo sobre coisas que também sinto, queria, queria, querer demais
Solidão, saudade, nada disso é pior do que quando o insosso é o que existe por dentro da pele, entre nossas vísceras. É complicado reconhecer que a falta de graça não está nas cores que batem na janela, mas no cinza que emudece nossa alma.
Otimo texto.
blogspot :)
intensa.
perturbadoramente belo.
Ando passando por umas crises. Me sinto absolutamente sem vida. Mas tem dias que percebo que já estou quase me acomodando.
Muito bom o seu blog :)
Penso que o dia de hoje deve cuidar sempre do dia de hoje.
O resto se faz sozinho,
T.
E se eu te der um selo será que o mundo muda de cheiro?!! Passa lá no meu blog quando puder, ok?!
Cheiro!!
:o)
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