"Nenhum poder, um pouco de saber, um pouco de sabedoria e o máximo de sabor possível."
Roland Barthes

30 de março de 2010

c'est fini!

O depois é sempre óbvio: tédio de dois lugares. A olhar para o mar e sentir o vento, seu anseio é de estar só. A voz do outro confunde o fluxo de seus pensamentos enquanto o marulho a tranquiliza.
Desfruta da cena a paisagem; logra-os a natureza.
Daí por diante tudo é respiração, pulso acelerado e rubor nas faces.
É o adeus.

24 de março de 2010

dignidade é permitir-se.

21 de março de 2010

blue

blue, here is a shell for you
inside you'll hear a sigh
a foggy lullaby
there is your song from me

20 de março de 2010

Outono

mais um outono chega, acinzentando nossos dias...
nada como observar, através da janela, a chuva fina
tolher a saída dos seres de almas gastas.
lá fora tudo permanece calmo.

cá dentro vence, ofegante, a ânsia de se queimar na chuva.
a tarde segue indolente aos devaneios deleitosos
resquícios da noite anterior
um dia, ainda no outono, tudo cairá por terra
feito as folhas secas do ipê decenário
bem o sabe.

ainda assim,
indiferentes à dor
as mãos acariciam o cabelo de fogo.

19 de março de 2010

Ah, é...

lembrei que tenho um blog.

2 de março de 2010

São seus olhos melodiosos
e sua alma sonora
que tanto me cantam
e me encantam
 envolvendo-me nessa suave música
emitida por todo seu ser harmônico

Ouço seu coração
(des)compassado
ao ritmo de nossos corpos
dançantes à meia luz

Somos sinfonia da Lua
e sob o tilintar das estrelas
nossos sons se amam
livres.