nada como observar, através da janela, a chuva fina
tolher a saída dos seres de almas gastas.
lá fora tudo permanece calmo.
cá dentro vence, ofegante, a ânsia de se queimar na chuva.
a tarde segue indolente aos devaneios deleitosos
resquícios da noite anterior
um dia, ainda no outono, tudo cairá por terra
feito as folhas secas do ipê decenário
bem o sabe.
ainda assim,
indiferentes à dor
as mãos acariciam o
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