"Nenhum poder, um pouco de saber, um pouco de sabedoria e o máximo de sabor possível."
Roland Barthes

24 de janeiro de 2010

Toc Toc

Abro a porta e tudo se transforma numa série de gargalhadas estreptosas, abraços efusivos, mordidas e beijos recíprocos.

Quero esse reecontro todos os dias da minha vida.
Quero sim!

23 de janeiro de 2010

Vertical

L   e  d   c
á   s   i   o
g   c   l   r
r   o   a  a
i    r   c  ç
m r   e  ã
a   e   r  o
s   m  a
          m


*20 de janeiro de 2010 - primeira partida dos meus filhotes.

22 de janeiro de 2010

Silêncio Alto

Quando não mais entederes minhas palavras, apega-te ao meu silêncio. Busca nele as respostas de que precisas. Garanto que é com ele que me expresso melhor. Meu silêncio, meu caro, diz muito e o faz alto, aos gritos. Com decibéis suficientes para instigar os ouvidos de Deus e do Diabo.

21 de janeiro de 2010

Olá, Saraiva!

Uma tarde de trivialidades há muito renunciadas...
é tudo do que a gente precisa para retomar o ritmo de outrora.

Gostei!

19 de janeiro de 2010

Meu juízo eu perco no escuro...

Dentro do quarto, envolvida nos lençóis
teu suor febril esvaído em meu corpo
- impregnando o cômodo com o cheiro peculiar
que só os amantes exalam -
colando nossas almas
metidas num quarto de hotel
à surdina da madrugada
e do amanhecer

Meu juízo eu perco ao nascer do sol
nas escadas,
pouco utilizadas pelos demais hóspedes,
e pelo corredor de acesso ao café
enquanto furtivos raios de sol
incidem sobre nós
roubando nosso calor

15 de janeiro de 2010

Anta[gônico]

Você critica o que eu tenho de melhor
E eu te ignoro
Você se gaba de seus objetivos fúteis
E eu... Eu rio de todos eles
Você se guarda para o amanhã
Eu busco no hoje a felicidade para sempre
A sua vida é planejar
A minha é viver
Você é eloquente e jamais altera seu tom de voz
Eu não me preocupo quando as palavras resolvem emudecer,
pois deixo minhas lágrimas e meus sorrisos falarem por mim
Você acha graça de suas próprias piadas
VOCÊ é a minha piada
Você gasta fortunas com seu terapeuta
E eu... Bem, eu relaxo ouvindo um bom blues...

Minha alma é um mar revolto

à espera da próxima noite tempestuosa para afogar mais um marujo desavisado.

8 de janeiro de 2010

Eu antítese

Eu sei, eu me contradigo
mas se escrevo é porque sei que não sou lida
Gosto disso,
gosto de não ter de me preocupar com a crítica
de quem quer que seja
Por isso deixo tudo, ou quase, muito bem guardado em meus arquivos virtuais
ou mesmo em gavetas concretas, nas últimas páginas dos meus últimos cadernos
Muita vez, não me atrevo sequer a escrever
enclausuro o causo nos confins estreitos de minha mente
Eu sou assim, toda uma confusão irritante
completa incoerência
Sou a piada ruim que faz rir
a paciência fugaz que alardeia
Sou uma eterna efêmera
que quer repousar, preguiçosa
e fugir de tudo que for inerte
Sou isso mesmo, meu próprio desacordo.

7 de janeiro de 2010

Que de mim seja sugado todo o licor, doce e embriagante, que de melhor posso oferecer.
Bebe de mim até que não possas mais permanecer em pé. Quero que me consumas,
sim, quero! Quero que me consumas até a última gota,
até eu não mais
existir.

29 de dezembro de 2009

Nunca fui de falhar a favor do vento
foi-me sempre importante

dormir sobre as pedras
e ainda depois de fugir
ver-me frente a elas por dentro
- Talvez até, assim, um pouco mais ásperas -
Belo exemplo:
escrevi apenas dois poemas
sobre seu corpo
possivelmente dignos de nota.
Agora o mesmo corpo
põe em frente a minha alma
dois pequenos versos,
tão melhores que todas as minhas odes
que eu nunca poderia tentar escrevê-los.

[M.P.]

28 de dezembro de 2009

Olá!

... a ninguém.